Yglésio classifica como “diabólica” trama jurídica do grupo de oposição dinista para afastar Brandão do cargo

O deputado estadual Dr. Yglésio classificou de “diabólica” uma suposta trama jurídica que estaria sendo arquitetada pelo grupo de oposição dinista com o objetivo de fazer o governador Carlos Brandão renunciar ao cargo até o dia 4 de abril.

“Percebem o quão diabólica está sendo essa trama jurídica para tentar forçar uma renúncia do Brandão”, observou, na sessão plenária desta quinta-feira (26).

De acordo com Yglésio, a manobra se consolidará com uma reviravolta que estaria sendo articulada no caso do assassinato do empresário e agiota João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho pelo réu confesso Gilbson César Soares Cutrim Júnior, já julgado e condenado pelo crime. Ele cumpre a pena em Brasília.

“Agora teve uma manifestação, depoimento. Olha de quem o depoimento. A mulher do cara que não podia nem ser ouvida como testemunha, no máximo numa condição de informante, deu um depoimento”, relatou ele.

Yglésio observou que, por conta desse depoimento da esposa do assassino, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),Flávio Dino, já fez pedido de manifestação ao ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e ao senador Weverton Rocha, que foram citados por ela sem apresentar qualquer prova.

Desconstrução em série

O deputado Dr. Yglésio fez, ainda, uma desconstrução em série de narrativas falsas que o grupo de oposicionistas tenta sustentar contra o governo de Carlos Brandão. Ele rebateu um suposto superfaturamento na contratação de artistas nacionais, esclarecendo que o comparativo apresentado traz valores de shows em realidades diferentes, nas prévias da folia e, depois, nos dias de Carnaval, período de grande demanda e no qual as apresentações encarecem em todo o país.

“Pegou uma uva e comparou com abacaxi. Essa é uma comparação, falaciosa. Ela é desonesta de plano porque ela parte de uma premissa que não é verdadeira”, disse.

Yglésio também desconstruiu o que ele considera inverdades disseminadas pela oposição sobre a obra de prolongamento da Avenida Litorânea. “A questão da Litorânea é uma das coisas mais desonestas do ponto de vista de argumento que eu já vi na vida”, resumiu.

Ele apresentou, inclusive, problemas em obras de aliados da oposição, que duraram anos, extrapolaram o orçamento previsto e foram entregues inacabadas.

“Jackson Lago quando fez aquela porcaria daquela Quarto Centenário, que Roseana terminou, R$ 340 milhões. A Litorânea é R$ 230 milhões. Comparem as obras em complexidade. O Flávio Dino, quando governador, fez aquela pontezinha mequetrefe que não dá 1 quilômetro, de Central a Bequimão, no valor de R$ 134 milhões, e entregou sem a cabeceira”, pontuou.

Também rebateu a fake news sobre a empresa Agla´S Infraestrutura Ltda, de propriedade de Aglai Fernanda Cruz, confundida propositadamente com empresa de maquiagem da filha dela. “Essa empresa aqui que já disseram que era uma empresa de maquiagem, é outro CNPJ, é da filha da senhora lá”, pontuou.

Vereador Raimundo Leonel Magalhães vai denunciar falta de alimentos para crianças na Casa de Abrigo?

Uma grave denúncia envolvendo a falta alimentação para crianças acolhidas na Casa de Abrigo veio a público após matéria publicada no Blog do Marco Silva na noite desta quarta-feira (25).

De acordo com a reportagem, 28 crianças em situação de extrema vulnerabilidade social estão acolhidas na Casa de Abrigo e sofrem com falta de alimentos. As crianças foram afastadas de suas famílias por diferentes motivos, incluindo casos de violência, abuso e outros contextos graves, que exigiram intervenção do poder público para garantir proteção e segurança.

Diante da gravidade das informações divulgadas pelo jornalista Marco Silva, surge um questionamento direto à atuação parlamentar: o vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho (Raimundo Leonel/Leonel Filho) irá formalizar a denúncia junto ao Ministério Público para que a situação seja investigada e providências urgentes sejam adotadas?

O caso ganha ainda mais relevância por envolver crianças que já se encontram em situação de fragilidade extrema, afastadas do convívio familiar e totalmente dependentes da estrutura pública para sua sobrevivência e dignidade.

O vereador Raimundo Leonel, que acusa os ex-gestores e o então presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Leonardo Alves, de permitirem que crianças passassem fome, tanto em escolas vai ficar em silêncio?

Assembleia Legislativa aprova PL que cria a Semana Estadual da Maternidade Atípica no Maranhão

O plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão desta quinta-feira (26), o Projeto de Lei nº 103/2024, de autoria da deputada Daniella (MDB), ao qual foi anexado o Projeto de Lei nº 281/2025, de autoria do deputado Wellington do Curso (sem partido), que institui a Semana Estadual da Maternidade Atípica no Maranhão, a ser comemorada anualmente na segunda semana de maio.

De acordo com a proposição, a Semana tem como objetivo incentivar a promoção de atividades voltadas à integração da maternidade atípica. Por ocasião da Semana Estadual da Maternidade Atípica, o Poder Público poderá, em parceria com as entidades, as associações e os grupos socialmente envolvidos com a causa, promover campanhas, pesquisas e outras atividades. A Semana Estadual da Maternidade Atípica passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas do Maranhão

Na justificativa da proposição, os dois parlamentares observam que a parentalidade atípica é uma condição que gera desafios únicos, tendo em vista as demandas emocionais e físicas envolvidas nas peculiares condições de seus filhos. Recai sobre a mãe o papel de encarregar-se dos cuidados especiais necessários de forma intensificada, e isto por contornos sociais por demais assentados, onde a figura materna é a responsável pelo cuidado de sua prole.

Os parlamentares acrescentam que amaternidade atípica se depara constantemente com situações de despreparo e incompreensão em relação à condição de seus filhos, o que gera impedimentos e constrangimentos. Uma das condições atípicas mais debatidas na sociedade de hoje é o Transtorno do Espectro do Autismo, também conhecido pela sigla TEA.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma em cada 160 crianças no mundo é afetada pelo autismo. Ainda que não existam estudos conclusivos sobre o tema no Brasil, acredita-se que cerca de dois milhões de pessoas sejam afetadas pela TEA, e, entre zero e doze anos, a mãe geralmente se apresenta como a principal responsável pelos cuidados necessários.

Articuladora do Selo UNICEF é denunciada ao Ministério Público Estadual por usurpação de competência

Zila Moura – Articuladora do Selo UNICEF

Uma denúncia foi protocolada junto ao Ministério Público Estadual apontando usurpação de competência administrativa envolvendo a articuladora municipal do Selo UNICEF, Zila Moura.

A representação foi apresentada pelo blogueiro/jornalista, Leonardo Alves, que já exerceu diversas funções no âmbito das políticas públicas voltadas à infância e juventude, entre elas a de articulador municipal do Selo UNICEF, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), coordenador executivo do Comitê Municipal de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção Social das Crianças e Adolescentes Vítimas e Testemunhas de Violência e presidente do Conselho Municipal de Juventude.

Segundo a denúncia, Zila Moura, que também ocupa o cargo de Assessora 2, lotada na Secretaria da Casa Civil e Segurança Pública, Desenvolvimento Econômico e Turismo, encaminhou ofício ao Ministério Público solicitando a indicação de representantes para compor o Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e de Proteção Social de Crianças e Adolescentes Vítimas e Testemunhas de Violência, na condição de articuladora municipal do Selo UNICEF.

O denunciante Leonardo Alves sustenta que tal solicitação não é atribuição da articulação municipal do Selo UNICEF, mas sim competência exclusiva do CMDCA, conforme as normas que regem o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente e a Resolução nº 235, de 12 de maio de 2023, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA).

De acordo com a representação, as resoluções do CONANDA estabelecem que compete exclusivamente ao Conselho Municipal deliberar sobre a política municipal de atendimento, articular e indicar representantes para comissões, comitês e instâncias colegiadas da rede de proteção, além de exercer a função deliberativa de controle social. Assim, ao encaminhar diretamente a solicitação ao Ministério Público, a articuladora municipal teria extrapolado suas atribuições legais.

O denunciante argumenta ainda que, mesmo que o Comitê de Gestão Colegiada possua interface e interesse do Selo UNICEF, tal circunstância não transfere à articulação municipal a competência legal para solicitar indicações diretamente, tampouco para substituir o Conselho em suas funções legais. Para Leonardo Alves, a conduta caracteriza usurpação de função de órgão colegiado, afronta o princípio da legalidade administrativa e enfraquece o controle social previsto na legislação.

Como agravante, a denúncia aponta que, em ofício encaminhado ao Ministério Público, a vice-presidente do CMDCA, Anne Carolina Barros Carvalho, confirmou formalmente que Zila Moura realizou a solicitação de indicação de representantes, conforme documento remetido à Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude.

O caso deverá ser analisado pelo Ministério Público, que poderá adotar as medidas cabíveis após a apuração dos fatos relatados.

Secretário Valdeci Calixto é denunciado ao Ministério Público por prestar falsa informação sobre supostas atividades com juventude LGBTQIA+

O secretário municipal da Juventude, Valdeci Calixto, foi denunciado ao Ministério Público por supostamente prestar informações falsas sobre a realização de atividades voltadas à juventude LGBTQIA+ e a jovens de matrizes africanas e de terreiro.

A representação foi apresentada por Leonardo Alves, blogueiro/jornalista, ex-articulador municipal do Selo UNICEF, ex-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e ex-coordenador executivo do Comitê Municipal de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e de Proteção Social das Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violências e ex-presidente do Conselho Municipal da Juventude.

De acordo com a denúncia encaminhada à 3ª Promotoria de Justiça de Codó, o secretário informou, por meio de ofício datado de 6 de maio de 2025, que a Secretaria Municipal da Juventude já teria realizado “agendas positivas” com a juventude de matrizes africanas, de terreiro e LGBTQIA+. No entanto, segundo o denunciante, as informações prestadas não foram acompanhadas de quaisquer documentos, provas ou comprovações que confirmassem a realização dessas atividades.

Ainda conforme a representação, no dia 02 de julho de 2025, Leonardo Alves, então presidente do Conselho Municipal da Juventude, encaminhou ofício ao secretário solicitando informações detalhadas sobre as supostas agendas positivas, incluindo relatórios, fotografias e listas de frequência das atividades realizadas na sede da Secretaria Municipal da Juventude. O pedido, segundo a denúncia, não foi respondido e tampouco houve apresentação de justificativa formal por parte do gestor.

Para o denunciante, a ausência de resposta caracteriza descumprimento de dever funcional e possível obstrução à transparência administrativa e ao direito à informação, princípios previstos na legislação que rege a administração pública. A denúncia sustenta ainda que a conduta do secretário pode prejudicar a apuração dos fatos e dificultar a atuação do Ministério Público.

Como parte da representação, Leonardo Alves anexou cópia do ofício encaminhado ao secretário, no qual solicita as informações e comprovações sobre as agendas alegadamente realizadas. Diante disso, ele requereu que o Ministério Público instaure procedimento para investigar a conduta do secretário e determine a apresentação de informações completas, incluindo relatórios, fotos e listas de presença das atividades mencionadas, caso tenham de fato ocorrido.

O caso agora está sob análise do Ministério Público, que deverá avaliar os elementos apresentados e decidir sobre as medidas cabíveis no âmbito da apuração.