
A atuação do Ministério Público do Estado do Maranhão por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Codó contra a gestão municipal de Chiquinho Oliveira entrou em uma fase decisiva. A Notícia de Fato SIMP nº 002417-259/2025, instaurada a partir de denúncia formal apresentada pelo médico Pedro Neres, foi convertida em Procedimento Administrativo pela 1ª Promotoria de Justiça de Codó, conforme Portaria nº 5/2026 – 1ª PJCOD. O procedimento tem como objetivo fiscalizar e exigir o cumprimento das obrigações legais relacionadas à transparência pública.
A denúncia aponta a omissão reiterada da Prefeitura de Codó na divulgação da lista completa de servidores comissionados e contratados, exigência básica da Lei de Acesso à Informação. Mesmo após alertas técnicos e questionamentos públicos desde janeiro de 2025, a gestão manteve falhas graves no Portal da Transparência, situação também registrada em relatório preliminar do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA).
É importante destacar que o Blog do Leonardo Alves passou a cobrar a lista de servidores comissionados e contratados da administração municipal no Portal da Transparência desde janeiro de 2025.
No âmbito do SIMP nº 002417-259/2025, o promotor de Justiça Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira notificou formalmente o prefeito e requisitou informações por meio da Procuradoria-Geral do Município. Com o esgotamento do prazo da Notícia de Fato e a persistência das irregularidades, o Ministério Público fixou prazo de 15 dias úteis para que a Prefeitura apresente medidas efetivas e comprováveis.
Dentro desse prazo, a gestão municipal deverá publicar a lista completa de servidores comissionados e contratados, com identificação de cargos, funções e vínculos, corrigir dados omissos ou desatualizados, adequar o Portal da Transparência aos parâmetros técnicos do TCE/MA e garantir atualização contínua das informações, assegurando acesso claro e público aos dados, conforme determina a Lei nº 12.527/2011.
O Ministério Público deixou claro que, caso o prefeito volte a resistir e “bater o pé” diante das determinações, o caminho institucional será o ajuizamento de ação judicial. Nessa hipótese, o prefeito de Codó poderá se tornar o único prefeito do Maranhão, atualmente em exercício, a enfrentar uma ação dessa natureza por descumprimento reiterado de deveres de transparência, realidade inédita no âmbito do Ministério Público estadual. A advertência é direta: ou a lei é cumprida, ou a Justiça será acionada.





