Gusttavo Lima exigiu que uma mulher fosse retirada de seu show em um hotel cinco estrelas em Fortaleza, no Ceará, na madrugada deste domingo (1). Segundo relatos de fãs nas redes sociais, ela teria atirado bebida no sertanejo em três momentos diferentes. Na terceira, o cantor perdeu a paciência.
Em vídeo que circula nas redes sociais, publicado pelo youtuber Renato Sertanejeiro, o cantor pede respeito à espectadora enquanto solicita que os seguranças do hotel Marina Park a retirassem do local.
“Pode tirá-la ou eu vou tirar. Respeito é o mínimo, viu, coleguinha? Respeito não se compra ou se adquire, você nasce com ele. Por falar em respeito, você não tem”, disse o cantor, que ainda pediu para que se devolvesse o dinheiro do ingresso da espectadora.
O cantor recebeu o apoio da dupla João Bosco e Gabriel. “Acho ridícula essa falta de respeito. Infelizmente, acontece demais nos shows. Algumas pessoas que não tem o que fazer e querem chamar a atenção de forma errada, jogando água ou cerveja nos artistas. Poxa, isso é ridículo. Falta de respeito total”, escreveu o perfil da dupla no Instagram.
No hotel de luxo Marina Park, acontecia uma festa de Réveillon cujo ingresso custava R$ 700 e R$ 2500. Além de Gusttavo Lima, o evento teve apresentações de Jonas Esticado, Dubdogz e Bruno & Denner.
Splash entrou em contato com a assessoria do cantor Gusttavo Lima para entender o que aconteceu, mas ainda não teve resposta. Também tentou confirmar a expulsão da espectadora com o hotel que realizava o evento, mas sem retorno. O espaço segue em aberto.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou, em seu pronunciamento à Nação no Palácio do Planalto, que a grande marca do seu terceiro mandato será o combate à desigualdade, em todas as suas formas. Lula disse que seu governo vai cuidar de todos, mas, sobretudo, daqueles que mais necessitam, tirando o “pobre da fila do osso” e colocando-o de novo no Orçamento Público.
“Foi para combater a desigualdade e suas sequelas que nós vencemos a eleição. Esta será a grande marca do nosso governo. Dessa luta fundamental surgirá um país transformado. Um país de todos, por todos e para todos. Um país generoso e solidário, que não deixará ninguém para trás”, disse.
Segundo Lula, os governos do PT deixaram um “imenso legado” no combate à fome, mas destacou que “não quer viver de passado”. “Longe de qualquer saudosismo, nosso legado será sempre o espelho do futuro que vamos construir para este país.”
Em seu segundo pronunciamento à Nação após sua posse como 39º presidente do Brasil, o petista ainda citou que, nos governos anteriores do partido, houve conciliação entre crescimento econômico recorde e inclusão social, citando conquistas sociais do PT. “O Brasil Se tornou a sexta maior economia do mundo, ao mesmo tempo em que 36 milhões de brasileiras e brasileiros saíram da extrema pobreza.”
Recriação de ministérios
Lula disse que seu governo combaterá discriminações raciais, de gênero e contra os povos indígenas. Por isso, de acordo com ele, os ministérios ligados a estes grupos foram recriados por seu governo.
“É inaceitável que continuamos a conviver com preconceito, discriminação e racismo. Ninguém será cidadão ou cidadã de segunda classe”, disse Lula à multidão que acompanha o discurso na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
“Ninguém terá mais ou menos amparo do Estado, ninguém será obrigado a enfrentar mais obstáculos pela cor de sua pele”, acrescentou, emendando que por isso o Ministério da Igualdade Racial será recriado.
O mesmo motivo levará a gestão a estabelecer o Ministério dos Povos Indígenas, que, segundo Lula, combaterá um legado de 500 anos de desigualdade com relação aos povos originários. “Eles (indígenas) não são obstáculo ao desenvolvimento, são guardiões dos nossos rios e florestas”, disse ele. Lula disse que os territórios indígenas precisam ser demarcados.
O presidente afirmou ainda que seu governo combaterá a desigualdade e a violência de gênero. Ele afirmou que é inaceitável que mulheres sofram violência e assédio dentro e fora de casa, e que no trabalho, recebam salários inferiores aos de colegas homens que exercem as mesmas funções.
Em seu discurso, Lula disse que a desigualdade social do País precisa ser combatida. “É inadmissível que os 100 bilionários brasileiros tenham patrimônio equivalente aos 100 milhões mais pobres. E não adianta subir o vidro do automóvel de luxo para não os nossos irmãos que se amontoam debaixo dos viadutos, carentes de tudo.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu a rampa do Palácio do Planalto neste domingo, 1º, acompanhado por cidadãos que representam “a riqueza e a diversidade do povo brasileiro”, como afirmou o cerimonial da posse. Além disso, também levou em uma coleira a cachorra Resistência, adotada por ele e pela primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, no período em que ele esteve preso em Curitiba.
Lula recebeu a faixa presidencial das mãos de uma mulher negra. Emocionado, Lula vestiu a faixa e acenou aos presentes na Praça dos Três Poderes, repleta de apoiadores. Ele foi ovacionado no salão Nobre do Planalto.
O presidente subiu a rampa acompanhado de representantes de diferentes grupos sociais, como o cacique Raoni, além de uma criança e uma pessoa portadora de deficiência física.
No rito de posse dos presidentes, o mandatário que assume o cargo recebe a faixa das mãos do antecessor. Entretanto, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o País às vésperas da posse de Lula para não passar-lhe a faixa presidencial.
Foto: Pedro Ladeira/FolhapressFoto: Eduardo Anizelli/FolhapressFoto: Ricardo Stuckert
Em seu primeiro discurso após ser empossado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que democracia venceu as eleições e defendeu o sistema eletrônico de votação. Lula disse ainda que assume o compromisso de “reconstruir” o País e resgatar milhões da pobreza e da fome.
“É sobre estas terríveis ruínas que assumo o compromisso de, junto com o povo brasileiro, reconstruir o País e fazer novamente um Brasil de todos e para todos”, disse Lula, no primeiro discurso à Nação após ser empossado no Congresso Nacional como 39º presidente da República do Brasil.
Ele destacou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pelo Congresso para viabilizar o pagamento de R$ 600 no Bolsa Família, afirmando que “não seria justo e honesto pedir paciência para quem passa fome”. “Diante do desastre orçamentário que recebemos, apresentei ao Congresso Nacional propostas que nos permitam apoiar a imensa camada da população que necessita do Estado para sobreviver. Agradeço à Câmara e ao Senado pela sensibilidade frente às urgências do povo brasileiro Nossas primeiras ações visam a resgatar da fome 33 milhões de pessoas e resgatar da pobreza mais de 100 milhões de brasileiras e brasileiros, que suportaram a mais dura carga do projeto de destruição nacional que hoje se encerra.”
Para Lula, nenhuma nação se ergueu “nem poderá” se erguer sobre a miséria de seu povo. “Este compromisso começa pela garantia de um Programa Bolsa Família renovado, mais forte e mais justo, para atender a quem mais necessita”, disse.
Foto: Gerdan/Câmara dos Deputados
Democracia
No primeiro discurso à Nação após ser empossado no Congresso Nacional, Lula afirmou que a democracia foi a “grande vitoriosa” das eleições, superando uma “abjeta campanha de ódio”
“Nunca recursos do Estado foram tão desvirtuados em nome de um projeto autoritário”, disse Lula, que pouco antes fez o juramento à Constituição e assinou o termo de posse entregue pelos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Além das autoridades presentes, Lula cumprimentou ainda a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), aplaudida no plenário da Câmara dos Deputados.
Segundo Lula, que elogiou a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a democracia superou as “mais violentas ameaças à liberdade de voto”. “Nunca os eleitores foram tão constrangidos pelo poder econômico. A decisão das urnas prevaleceu graças ao sistema eleitoral, foi fundamental a atitude corajosa do poder judiciário em especial do TSE, para fazer prevalecer a verdade das urnas sobre a violência de seus detratores”, afirmou o presidente, para quem, “apesar de tudo”, a decisão das urnas prevaleceu.
“Pela terceira vez compareço ao Congresso para agradecer ao povo o voto de confiança. Estamos aqui hoje graças à sede democrática que formamos nessa campanha”, disse.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Críticas a Bolsonaro
“Quando fui eleito presidente pela 1ª vez, ao lado do José Alencar, iniciei o discurso de posse com a palavra mudança. A mudança que pretendíamos era simplesmente concretizar os preceitos constitucionais. O direito à vida digna, sem fome, com acesso ao emprego, saúde e educação”, disse Lula.
O presidente citou realizações dos seus dois primeiros mandatos e afirmou que, diante do avanço da miséria e regressão da fome, é preciso repetir o discurso de 20 anos atrás. Sem citar nominalmente o agora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula destacou que o governo adversário destruiu as políticas públicas do País e dilapidou as estatais e os bancos públicos, nos quais os recursos “foram raptados para saciar rentistas”.
“O diagnóstico que recebemos do Gabinete de Transição é estarrecedor. Esvaziaram os recursos da Saúde. Desmontaram a Educação, a Cultura, Ciência e Tecnologia. Destruíram a proteção ao Meio Ambiente. Não deixaram recursos para a merenda escolar, a vacinação, a segurança pública”, continuou Lula.
“Estamos revogando os criminosos decretos de ampliação do acesso a armas e munições, que tanta insegurança e tanto mal causaram às famílias brasileiras. O Brasil não quer mais armas; quer paz e segurança para seu povo”.
Assim como fez após vencer as eleições, em 30 de outubro, Lula disse que enfrentou na campanha “a maior mobilização de recursos públicos e privados que já se viu”. Também disse que enfrentou “a mais objeta campanha de mentiras e ódio tramada para manipular e constranger o eleitorado brasileiro”.
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), conduziu, na manhã deste domingo (1º), no Plenário Nagib Haickel, os trabalhos da sessão solene para compromisso e posse do governador Carlos Brandão (PSB) e do vice-governador Felipe Camarão (PT). O ato contou com a presença de autoridades políticas, chefes de poderes, secretários e convidados.
Othelino convidou Carlos Brandão e Felipe Camarão para fazerem o juramento e assinar os termos de posse, lidos pelas deputadas Andreia Rezende ( primeira secretária da Mesa) e Cleide Coutinho (segunda secretária da Mesa).
Após declará-los empossados nos cargos de governador e vice, o chefe do Legislativo avaliou o momento pelo qual passa o país. “O Brasil vive um momento novo na sua história com a posse do presidente Lula. A impressão que temos é que o país começa novamente a respirar com tranquilidade ares de democracia, liberdade e respeito, com a crença de que voltaremos a trilhar o caminho da democracia olhando para aqueles que mais precisam”, ressaltou.
O líder do Parlamento estadual falou sobre a continuidade do projeto de reconstrução do Maranhão. “Vivemos, desde 2015, um momento de construção de um novo poder de governança, que começou sob o comando do então governador Flávio Dino. É um projeto que tem dado certo no Maranhão e que hoje inicia uma nova etapa. O governador Brandão e o vice Felipe Camarão darão continuidade a essa nobre missão de construir um Maranhão de todos nós, do Escola Digna, da rede de saúde cada vez mais ampla e que tem o modelo que olha para cada cidadão”, disse.
Othelino concluiu desejando êxito aos empossados na importante missão de governar o Maranhão, para que o Estado seja cada vez mais justo e as políticas públicas cheguem essencialmente àqueles que mais precisam.
“Desejo, em nome de todos os deputados maranhenses, assim como de cada cidadão e cidadã, que os senhores façam um grande governo pelo Maranhão, para que o nosso estado, tão rico em recursos naturais, seja cada vez mais justo e solidário, e que os maranhenses possam sentir cada vez mais de perto a mão do poder público estadual”, destacou.
Em seu discurso, Carlos Brandão agradeceu pela oportunidade de seguir na missão de servir aos maranhenses. “Gratidão aos cidadãos e cidadãs que deram a mim e ao vice-governador Felipe Camarão a oportunidade de governar o nosso estado pelos próximos quatro anos. Gratidão a todos que estiveram ao nosso lado. Deixamos o nosso compromisso de governar ouvindo a todos, entendendo as diferenças, respeitando o bem público e, principalmente, ao lado da nossa gente”, enfatizou.
Em seguida, Othelino participou da cerimônia militar, na área externa do Poder Legislativo, que marcou o encerramento da solenidade.
O deputado federal e filho de Jair Bolsonaro (PL) fez uma publicação com um emoji de cocô e um texto breve no Facebook, sem citar diretamente Hamilton Mourão -vice-presidente que fez ontem um pronunciamento à nação -, mas com teor crítico ao que foi dito em rede nacional.
“A cada momento crítico que exige confiança no líder que nos conduziu até este momento, mais máscaras caem”, disse Eduardo Bolsonaro em publicação.
Mourão não mencionou nominalmente Bolsonaro ou os chefes do Legislativo e do Judiciário, mas criticou de forma velada integrantes dos três Poderes que teriam deixado criar um “clima de caos” no país.
Bolsonarista veem indireta de Mourão
Entre os filhos de Bolsonaro, não foi apenas Eduardo que demonstrou incômodo com o discurso do general.
Carlos Bolsonaro também usou a mesma analogia que o irmão ao escrever que não esperava “nenhuma novidade vinda desse que sempre disse que era um Bosta!”.
Nos comentários de ambas as publicações, deputados e outros apoiadores citavam diretamente Mourão em suas críticas.
“Gente que jura lealdade, chega ao poder, sobe à cabeça e esquece de onde veio e quem foi o responsável por ele estar ali. Mourão é mais um”, escreveu o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) na postagem de Eduardo.