Para Michelle Bolsonaro, Kelmon é o ‘padre mais amado do Brasil’

Nome que viralizou através de memes e críticas nas redes sociais, Padre Kelmon foi elogiado em vídeo por Michelle Bolsonaro, atual primeira-dama do Brasil. Em gravação divulgada nas redes sociais na última sexta-feira, 21, Michelle diz que Kelmon é o ‘padre mais amado do Brasil’.

Durante o primeiro turno das eleições presidenciais, Kelmon chamou atenção no debate realizado entre os principais candidatos da disputa.

Vale destacar que ele entrou na disputa após a candidatura de Roberto Jefferson ter sido negada pelo TSE com unanimidade. Na disputa, o homem que se proclama padre ficou em sétimo lugar ao obter 0,007% dos votos válidos.

No vídeo, Michelle canta parabéns para o padre ao lado de Damares Alves, eleita senadora.

Parabéns, padre Kelmon, o padre mais amado do Brasil! Deus te abençoe, meu querido, viva o padre Kelmon”, disse Michelle no vídeo que foi divulgado através do Instagram.

O nome de Kelmon voltou a aparecer nas manchetes no último domingo, 23. Ele foi uma das pessoas que entregou armas de Roberto Jefferson para a Polícia Federal. O ex-deputado teve a prisão decretada e chegou a disparar contra policiais.

Senadores repudiam ataques de Roberto Jefferson ao STF e violência contra Polícia Federal

Senadores repudiaram o ataque do ex-deputado federal Roberto Jefferson à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), e criticaram o uso da violência contra policiais federais durante o cumprimento de ordem de prisão de Jefferson. A cadeia de eventos tomou conta do noticiário político no fim de semana.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se manifestou, no domingo (23), sobre o ataque sofrido pela ministra.

“O Estado democrático de Direito confere liberdades ao cidadão, jamais o direito de praticar crimes e violar direito alheio. Preocupa-nos quantos fatos desses, a todo instante, acontecem com as mulheres Brasil afora sem que tenhamos conhecimento”, apontou o senador.

Roberto Jefferson fez um vídeo atacando e comparando a ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Cármen Lúcia a uma prostituta. A ofensa gravada e divulgada pelas redes sociais na sexta-feira (21) foi apenas uma das violações do ex-deputado à prisão domiciliar. Ele descumpriu outras medidas como passar orientações a dirigentes do PTB, receber visitas, conceder entrevista e compartilhar fake news. Diante das violações, o ministro do STF Alexandre de Moraes revogou a prisão domiciliar e determinou sua volta ao regime fechado.

“Repugnante, asquerosa e imoral a fala de Roberto Jefferson sobre a ministra Cármen Lúcia. As palavras criminosas agridem e desrespeitam a todas as mulheres e não vão ficar impunes. Vamos adotar todas as medidas legais cabíveis. A bancada feminina do Senado não vai aceitar esse absurdo”, apontou a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), líder da bancada feminina.

Após o ataque a Cármen Lúcia, Eliziane e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) chegaram a protocolar no STF um pedido de prisão de Roberto Jefferson. Além da prisão determinada por Alexandre de Moraes ainda na manhã do domingo (23), o ex-deputado também teve uma nova prisão em flagrante determinada pelo ministro por suspeita de tentativa de homicídio dos dois policiais federais como reação à ordem de prisão anterior. Ele elançou uma granada e disparou contra os agentes da Polícia Federal, ferindo dois. Senadores manifestaram solidariedade aos policiais.

Alessando Vieira (PSDB-SE): “Um criminoso recebeu a tiros policiais que estavam em estrito cumprimento do seu dever legal. Não adianta tentar passar pano. Peço a Deus que os policiais retornem para as suas famílias em perfeita saúde”.

Fabiano Contarato (PT-ES): “Chega de violência! A política é sobre diálogo e construção de um país melhor, e não uma guerra campal para exterminar o outro!”.

Marcelo Castro (MDB-PI): “Momento lamentável para a nossa democracia. Um ex-parlamentar em prisão domiciliar que, primeiro profere ofensas repugnantes contra a ministra da Suprema Corte, Cármen Lúcia, e depois resiste a um mandado de prisão com tiros contra policiais federais. Uma demonstração de completo desprezo pela Constituição e pelas nossas instituições”.

Humberto Costa (PT-PE): “Ódio, violência e desrespeito às leis. Roberto Jefferson não é apenas criminoso e um dos principais aliados de Bolsonaro: ele representa tudo aquilo que o presidente defende”.

Flávio Arns (Podemos-PR): “Inadmissível o ato de barbárie extrema que vivenciamos neste dia. Minha solidariedade aos policiais federais atingidos no exercício de sua missão e meu total repúdio a todo e qualquer tipo de violência e desrespeito às pessoas e às nossas instituições. Precisamos de paz!”

Leila Barros (PDT-DF): “Revoltantes os ataques de Roberto Jefferson contra Cármen Lúcia. Como procuradora especial da Mulher do Senado, farei o possível para que essa atitude não fique impune. Roberto Jefferson conseguiu descer mais alguns degraus na escala moral ao atirar contra agentes da PF que cumpriam seu dever legal. Que ele seja punido com o rigor da lei”.

Fonte: Agência Senado

Novo volume do Padhum sobre enfrentamento do racismo, da LGBTfobia e da intolerância religiosa será lançado em novembro pelo Ministério Público

O terceiro e quarto planos do Programa de Atuação em Defesa de Direitos Humanos (Padhum) do Ministério Público do Maranhão serão lançados em edição impressa no dia 17 de novembro, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em São Luís.

O terceiro plano aborda o combate ao racismo, à LBGTfobia e à intolerância religiosa, enquanto o quarto trata dos direitos de pessoas que vivem com HIV/Aids.

Já tinham sido lançados, em outubro de 2021, os dois primeiros planos, que enfocam, respectivamente, o enfrentamento da violência psicológica contra a mulher e do feminicídio e os direitos de pessoas em situação de rua.

Segundo o diretor da Secretaria para Assuntos Institucionais, José Márcio Maia Alves, a continuação do lançamento do programa é fruto de discussões com os movimentos sociais. Na questão do racismo, foi focada a necessidade de intervenção do Ministério Público na adequação de posturas policiais que são prejudiciais a esses públicos.

Já o Padhum HIV-Aids trata, além da questão da discriminação, do aspecto do acesso à saúde a esse público. Há uma meta da ONU que precisa ser perseguida para que se acabe com a epidemia de Aids até o ano de 2030.

“O Ministério Público quer fomentar o fortalecimento dessas políticas nos municípios que são chave para a nossa atuação. O Padhum HIV-Aids será destinado a 16 municípios, que são os que registram as maiores quantidades de casos. Já o Padhum Racismo vai ser destinado a todas as promotorias que tenham atuação criminal, sobretudo que busquem a criminalização do racismo, da heterogeneidade do culto religioso; a não normalização das outras formas de se entender o mundo, como as pessoas LGBTQIA+, por pessoas que se acham donas de um espectro de normalização heteronormativo no Brasil”, explica o diretor da Secinst.

Redação: CCOM-MPMA