Presença do Tribunal de Contas nos municípios é capaz de inibir fraudes, avaliam auditores

A presença dos auditores do TCE nos municípios maranhenses em ações de fiscalização é, por si só, capaz de deixar os gestores mais cautelosos quando se trata de fornecer dados como número de matriculados em programas federais, ou de procedimentos de saúde realizados. Essa é uma das conclusões a que chegaram os auditores que participaram, nesta terça-feira (27) da reunião ampliada que avaliou a auditoria que o órgão acaba de realizar no programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). A fiscalização atingiu 100 escolas em vinte municípios, mobilizando um total de 40 auditores do órgão.

Etapa tão essencial quando a etapa de planejamento, a avaliação reuniu a maior parte dos auditores envolvidos nesse trabalho, realizado a partir de solicitação do Ministério Público Federal (MPF). A reunião foi coordenada pelo auditor Domingos César, gerente de um dos núcleos de fiscalização do Tribunal, com a participação da também auditora Lillia Barbosa, líder de Fiscalização, além do secretário de Fiscalização, Fábio Alex de Melo.

De acordo com o coordenador, a avaliação de um modo geral foi bastante positiva, em decorrência principalmente da atenção dada à fase de planejamento, que garantiu uma ida a campo com o suporte dos papéis de trabalho adequados, otimizando o tempo gasto pelas equipes. O auditor também destaca o empenho dos profissionais escalados para o trabalho.

“Temos muito o que melhorar, avançar, mas a visão que prevaleceu foi a de que estamos no caminho certo”, observou o auditor. Como pontos mais fortes, ele reforça o empenho de todos os envolvidos, entre auditores, gerentes e líderes, inclusive de núcleos que sequer estavam envolvidos nessa auditoria. “Em todos eles foi possível sentir o desejo de acertar, de fazer um trabalho impecável”, afirma.

Sobre o fato de ter sido uma auditoria demandada por um outro órgão, no caso, o Ministério Público Federal (MPF), Domingos César destaca como diferencial o fato de os procedimentos de auditoria terem sido adotados desde a fase de planejamento até a ida a campo. “Diferente dos trabalhos de campo realizados, por exemplo, no ano passado, quando realizávamos as fiscalizações na modalidade levantamento, e em uma segunda etapa, sugeríamos a conversão em auditoria ou tomada de contas especial”, explica.

É nesse contexto que, segundo visão unânime das equipes, merece destaque a etapa de planejamento, sob a coordenação da auditora Lília Barbosa e equipe, considerado um dos pontos mais fortes de todo esse esforço da Fiscalização do TCE . “Nossos papéis de trabalho foram elogiados por todos, e isso precisa ser reconhecido”, enfatiza Domingos César.

As equipes têm agora até o próximo dia 06/09 para a entrega de seus relatórios, enumerando as evidências encontradas ao lado das conclusões e sugestões, que serão reunidas e entregues à relatoria do processo. Além disso, a expectativa das equipes é de que o Tribunal promova também a entrega dessas informações à sociedade por meio de uma coletiva de imprensa. “Além da entrega ao Ministério Público Federal, que foi órgão demandante”, conclui.

A fiscalização na espécie auditoria especial que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) realizou na oferta da modalidade de ensino Educação de Jovens e Adultos (EJA) atingiu cem escolas da rede de ensino dos vinte municípios visitados. Cinco escolas de cada município foram fiscalizadas.

O Monitoramento das informações constantes dos Censos Escolares dos anos de 2022 e 2023 identificou aumento exponencial no número de matrículas em algumas modalidades especiais de ensino, particularmente o EJA. Solicitação do Ministério Público Federal (MPF) ao TCE motivou o planejamento e a execução da auditoria.

Os vinte municípios visitados foram Afonso Cunha, Água Doce do Maranhão, Aldeias Altas, Amapá do Maranhão, Araguanã, Brejo, Cândido Mendes, Carolina, Centro do Guilherme, Coelho Neto, Lajeado Novo, Magalhães de Almeida, Matões do Norte, Milagres do Maranhão, Pastos Bons, Paulo Ramos, Pedro do Rosário, Santana do Maranhão, São Francisco do Maranhão e Turilândia.

Justiça Eleitoral emite nova decisão sobre impugnação da candidatura de Biné Figueiredo

Após o Ministério Público Eleitoral impugnar a candidatura de Biné Figueiredo, a Justiça Eleitoral de Codó emitiu uma nova decisão (despacho) na manhã desta terça-feira (27) sobre a situação de inelegibilidade do candidato do União Brasil.

O juiz eleitoral, Iran Kurban Filho, dispensou a abertura de fase probatória conforme Resolução nº 23.607/2019 do Tribunal Superior Eleitoral, uma vez que a matéria apresentada pelo promotor de justiça, Weskley Pereira de Morais, abrange questão UNICAMENTE DE DIREITO, decorrente de processos na seara cível, controladora ou administrativa contra Biné Figueiredo, na qual determinou a abertura do prazo de 03 (três) dias para o MPE se manifestar sobre os documentos e as questões de direito apresentadas pelo candidato impugnado, devendo ainda se manifestar no mesmo prazo sobre a inelegibilidade do ex-prefeito.

Depois da manifestação do Ministério Público Eleitoral será publicada a sentença.

O Blog do Leonardo Alves vai continuar acompanhando a situação de Biné e mantendo seus leitores atualizados sobre esse assunto.

Aliança Nacional LGBT vai recorrer à Procuradoria Nacional do MP de decisão favorável a vereador acusado de crime de homofobia em Codó

A Aliança Nacional LGBT deve recorrer de decisão de representante do Ministério Público Estadual de Codó, promovendo arquivamento de procedimento investigatório criminal contra o vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho (Leonel Filho), acusado de crime de homofobia.

O promotor de justiça de Codó, Rapahell Bruno Aragão Pereira de Oliveira, emitiu decisão de promoção de arquivamento contra o vereador Leonel Filho que vinha sendo investigado desde agosto de 2022, por declarações homofóbicas e racistas em plena sessão da Câmara Municipal de Codó.

A Aliança Nacional LGBT representou o vereador Raimundo Leonel (Leonel Filho), afirmando que no dia 04 de agosto de 2022 teve conhecimento do fato através de blog em que o vereador se expressou de maneira homofóbica na Câmara Municipal de Codó.

A Promotoria de Justiça de Codó arquivou a investigação alegando que na época do fato o crime de injúria racial era delito de ação penal pública condicionada à representação da vítima, tendo ela o prazo de 06 (seis) meses a contar do conhecimento da autoria para realizar a referida representação, sob pena de decadência.

É importante ressaltar que o vereador não atacou apenas uma pessoa em seu discurso HOMOFÓBICO. Notas de repúdios do Casarão LGBT de São Paulo, Comissão de Diversidade da OAB Seccional Maranhão, Conselho Estadual de Direitos Humanos da População LGBT e Secretaria de Estado de Direitos Humanos apontam o preconceito do parlamentar com todos os integrantes da comunidade LGBTQIA+.

Após decisão do Ministério Público Eleitoral, candidato do PT desiste de disputar as eleições

Após o Ministério Público Eleitoral de Codó ter indeferido o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários da Federação PT/PCdoB/PV pelo não cumprimento da quantidade de vagas da cota de gênero, Francisco de Assis Mota de Almeida (ASSIS MOTA) comunicou sua renúncia à candidatura ao cargo de vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT), para fins de regularização da reserva de gênero.

O Cartório Eleitoral comunicou ao juiz eleitoral, Iran Kurban Filho, que após a decisão do MPE sobre o indeferimento de atos partidários da federação, o candidato do PT procedeu sua renúncia a fim de regularizar a cota de gênero. Porém, como a renúncia depende de homologação judicial, ainda não é possível realizar o recálculo das distribuições de gênero pelo sistema.

Após perder prazo, esposa de Raimundo Leonel coloca Zila Moura em vaga remanescente para candidatos da federação não ficarem de fora das eleições

Zila Moura e Rossana

A Federação PT/PCdoB/PV requereu nos termos da Resolução TSE nº. 23.609/2019, o registro da candidatura de ZILA MOURA DA SILVA ao cargo de vereadora em vaga remanescente, após o Ministério Público Eleitoral ter se manifestado pelo indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários pela não observância da quantidade de vagas destinada a cada gênero.

A Federação que tem como presidente Rossana Magna de Alencar Hissa Araújo (esposa de Raimundo Leonel/Leonel Filho), foi notificada a adequar o quantitativo de candidaturas ao quanto exigido pela legislação eleitoral e não procedeu à regularização da cota de gênero. O partido não atendeu as determinações, conforme relatório elaborado pelo Cartório Eleitoral, e tampouco procedeu as correções necessárias.

Foi peticionado pela Federação (PT/PCdoB/PV), em 12/08/2024, o pedido de registro de candidatura de Zila Moura para concorrer às eleições em vaga remanescente. O edital foi publicado no dia 23 de agosto e qualquer candidato, partido político ou Ministério Público Eleitoral poderá impugnar o edital de pedido de registro em vaga remanescente no prazo de 05 (cinco) dias.

Em documento consta que Zila Moura informou que não concorreu em eleições recentes, caso idêntico com a declaração de Leonel Filho onde o mesmo informou à Justiça Eleitoral que não está concorrendo a reeleição, sendo que já tem 05 (cinco) mandatos. Zila concorreu as eleições municipais de 2012 e 2020 e não procede a informação prestada pela candidata que não concorreu em eleições recentes.

Zila Moura é aliada do vereador Raimundo Leonel (Leonel Filho) e de Rossana, diretora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Perguntar não ofende. Zila se desincompatibilizou da UPA no prazo exigido pela Justiça Eleitoral? O Blog do Leonardo Alves será processado por ter feito esse questionamento?