Neto Evangelista denuncia material escolar abandonado em galpão pela Prefeitura de São Luís

O deputado estadual Neto Evangelista usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para denunciar, nesta terça-feira (30), uma grande quantidade de material escolar da Prefeitura de São Luís abandonado em um galpão.

De acordo com o vídeo mostrado pelo parlamentar, várias unidades de mochilas, fardamento escolar, tênis e meias, com o brasão da Prefeitura Municipal de São Luís estavam em situação de abandono em um galpão que era alugado pelo órgão.

“Quantas crianças ainda estão sem fardamento? Eu vi alguns pais da região do Itaqui Bacanga reivindicarem que seus filhos não tinham fardamento escolar. Vi crianças de escolas públicas municipais jogando vôlei nos JELS, descalços. É desumano. O pior é a prefeitura ter as mochilas, as fardas, as meias, os tênis, e não entregar aos alunos. O material que aparenta ser novo, abandonado em um galpão que já foi devolvido pela prefeitura, parecendo lixo. Isso é jogar o dinheiro da população de São Luís no lixo”, disse Neto Evangelista.

Em seu discurso, o parlamentar destacou ainda outras denúncias sobre a educação pública municipal que fez contra a gestão do prefeito Eduardo Braide.

“O prefeito de São Luís tem mostrado que só funciona sob pressão. Vai deixando que as coisas aconteçam e só trabalha quando a gente denuncia. Já trouxemos a pauta dos pais que ficaram acorrentados na porta da Prefeitura de São Luís porque não foram recebidos pelo prefeito para que eles pudessem falar sobre as demandas dos seus filhos autistas. Denunciamos o problema da Escola Felipe Conduru, que passou mais de mês sem ter aula porque a escola estava quase caindo sobre eles. Fizemos uma denúncia grave onde os pais receberam comunicado para que não enviassem os filhos para a escola, porque lá não tinha água para beber. Se o prefeito Eduardo Braide só funciona sobre pressão e com denúncias, traremos sempre”, concluiu o deputado.

Adolescente de Codó internada no Hospital da Ilha realiza o sonho de conhecer o mar

“Saber que eu ia poder ver o mar quando ficasse boa me deu forças para seguir o tratamento”, disse a adolescente Kauani Rodrigues Coqueiro, de 14 anos. Natural do município de Codó, ela estava internada há 19 dias no Hospital da Ilha, em São Luís, para tratar de um tipo grave de anemia. Nesta quarta-feira (31), além da boa notícia de que receberá alta médica, ela também soube que realizaria um dos seus maiores sonhos: conhecer o mar.

Localizado na porção leste do estado, Codó é banhado pelo Rio Itapecuru, mas não pelo mar, por isso, Kauani nunca teve a oportunidade de ir à praia. A sua primeira viagem para São Luís, infelizmente não foi para conhecer a bela orla da Ilha, mas sim para tratamento médico, mas o destino lhe reservou surpresas agradáveis.

Kauani sofre de um tipo grave de anemia e precisou receber atendimento especializado na capital, ficando sob os cuidados das equipes médicas do Hospital da Ilha. Foram 19 dias de um tratamento muito difícil. “Eu chorava muito com medo de não ficar boa, porque quando o médico vinha, ele não me dava notícias muito boas. Mas com o tempo o comecei a entender que eu tinha que ficar calma e acreditar que ia dar tudo certo”, conta a jovem, que ainda chora ao se lembrar dos momentos difíceis do período de internação.

Realizando um sonho

A ida de Kauani à praia aconteceu na manhã desta quarta-feira (31) seguindo todas as recomendações médicas, incluindo o horário adequado de exposição ao sol, antes das 10h e depois das 16h.

Por volta das 9h, a adolescente, acompanhada de seus pais e de uma equipe formada por psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros, fonoaudiólogos e de serviço social, saiu do Hospital da Ilha e seguiu até a Praça dos Pescadores, na Avenida Litorânea, um dos principais cartões postais de São Luís.

Chegando ao local, Kauani foi surpreendida também com as cores do São João do Maranhão que agora enfeitam o monumento. Com cuidado ela foi conduzida do calçadão até a faixa de areia, de onde pôde finalmente caminhar pela primeira vez até o mar.

O primeiro contato foi tímido. De uma certa distância para admirar o vai e vem das ondas. Aos poucos ela tomou coragem e molhou os pés pela primeira vez e em seguida deu alguns passos mais à dentro. Ao sentir as ondas baterem em seus pés pela primeira vez, Kauani não segurou a emoção e caiu no choro. Claro que não poderia faltar a tradicional “provadinha” na água para saber se ela realmente é salgada como dizem.

“Foi perfeito. Eu me senti bem. Fiquei um pouco tonta porque não estou acostumada com o mar, mas achei tudo bem bonito, bem legal, bem divertido. A equipe médica foi toda maravilhosa, me trataram super bem, me davam presentes e agora realizaram meu sonho. Eu nem sei como agradecer”, disse Kauani após voltar para o calçadão.

A dona de casa Maria José Rodrigues, 43 anos, mãe de Kauani, também ficou feliz ao ver a filha realizar o sonho. “Eu sempre imaginei que isso ia acontecer. Ela chorava preocupada, com medo de não ficar boa e não conseguir ver o mar, mas eu sempre disse a ela que ia ficar boa para voltar para casa e que antes a gente ia passar na praia. Graças a Deus deu tudo certo e o próprio hospital realizou esse sonho”, comentou.

Escuta humanizada

A adolescente tem anemia hemolítica autoimune, que se caracteriza pela produção de alguns anticorpos pelo organismo que atacam e destroem os glóbulos vermelhos do sangue. A doença não tem causa determinada, estando associada a diversos fatores e também pode ser de vários tipos.

Durante os 19 dias em que esteve internada na unidade, ela acabou contando para a equipe médica que a acompanha que um dos seus maiores sonhos era conhecer o mar. No entanto, seu estado de saúde não permitia que ela deixasse a unidade, mas em segredo o médico responsável pelo tratamento de Kauani, Dimitrius Garbis, que é diretor clínico e médico assistente no Hospital da Ilha, começou a organizar a realização do sonho da garota.

“Quando a Kauani foi recebida aqui no Hospital da Ilha, além de todo o atendimento médico necessário para diagnosticar qual era exatamente o quadro clínico dela, para que fosse iniciado o tratamento, foi feita toda a escuta empática, tanto pela equipe médica quanto pela equipe multidisciplinar, que é composta por psicólogos serviço social e outros profissionais. E a partir disso foi identificado o desejo dela de conhecer o mar”, explica Dimitrius Garbis.

A ida de Kauani à praia faz parte da Política Nacional de Humanização (PNH), que existe desde 2003 para efetivar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários. A PNH deve se fazer presente e estar inserida em todas as políticas e programas do SUS.

Segundo o diretor clínico do Hospital da Ilha, Dimitrius Garbis, a Política Nacional de Humanização traz vários benefícios para o paciente e o sistema de saúde. “Esta é uma política que surge não apenas de uma demanda da própria sociedade, mas também de estudos científicos que demonstraram que os pacientes que recebem esta escuta empática conseguem reduzir as comorbidades durante a internação e até mesmo o tempo de permanência nas unidades hospitalares”, disse.

Após a ida à praia, Kauani voltou para o Hospital da Ilha para receber alta e poder voltar para Codó levando na bagagem a saúde recuperada, a lembrança inesquecível de sua primeira vez junto ao mar e a vontade de realizar novos sonhos. “Eu tinha dois grandes sonhos. Um deles era conhecer o mar. O outro é conhecer os meus ídolos do BTS”, confessa.

Ministério Público realiza conferência sobre Transtorno do Espectro Autista em Bacabal

O Ministério Público do Maranhão, por meio das Promotorias de Justiça Especializadas de Defesa da Saúde, da Criança e do Adolescente, da Pessoa com Deficiência, da Educação e dos Direitos Humanos da Comarca de Bacabal, promoveu nesta segunda-feira, 29, no auditório da Faculdade Pitágoras, a conferência “Aprendendo sobre Transtorno do Espectro Autista”.

A atividade, realizada em parceria com a Escola Superior do MPMA, contou com a participação de mais de 300 pessoas e teve como objetivo sensibilizar e conscientizar a população acerca da inclusão e da garantia dos direitos dos autistas e capacitar membros, servidores do MPMA, bem como profissionais da saúde.

Na ocasião, estiveram presentes as promotoras de justiça Carla Tatiana Castro, Klycia Menezes, Licia Muniz, Michelle Saraiva e o defensor público de Bacabal, Aldo Expedito Pacheco Passos Filho.

As palestras tiveram início às 14h e foram mediadas por profissionais especialistas na temática, entre eles o psiquiatra João Arnaud Diniz Neto, do Hospital Universitário da UFMA; o advogado Wellington Beckman, vice-presidente da Comissão dos Direitos das Pessoas Autistas da OAB-MA; a historiadora Telma Sá, a psicóloga Flávia Neves, coordenadora do Serviço Especializado à Pessoa com TEA no Centro Especializado de Reabilitação (CER); a assistente social Maelle Medeiros Garreto, coordenadora do Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência da Defensoria Pública do Estado e a advogada Tácita Pereira Rios, mãe atípica e coordenadora do curso de Direito da Faculdade Pitágoras de Bacabal.

Após as palestras, houve um momento de escuta no final do evento, que contou com perguntas e manifestações do público presente.

Redação: Laura Damasceno

Assembleia Legislativa aprova MP que cria o programa ‘Casa de Esperanças’

O Plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão plenária desta terça-feira (30), a Medida Provisória 406/2023, que cria o programa ‘Casa de Esperanças’. O objetivo do programa é garantir assistência social para mães de baixa renda e o desenvolvimento saudável das crianças durante a primeira infância.

De acordo com o texto da MP encaminhada à Assembleia pelo governador Carlos Brandão, o programa ‘Casa de Esperanças’ prevê assistência total às mães desde a concepção até o nascimento da criança, garantindo que ela faça todo o acompanhamento do pré-natal, tenha segurança alimentar e outras necessidades.

Após o nascimento, a criança seguirá sendo acompanhada durante toda a primeira infância com políticas sociais, de saúde, educacional e outras que garantam o desenvolvimento qualitativo e saudável nessa fase da vida que é fundamental para o crescimento adequado em todas as outras.

Idealizado pelo ex-governador e atual secretário de estado de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos, José Reinaldo Tavares, o programa ‘Casa de Esperanças’ é uma iniciativa inovadora que visa proporcionar abrigos temporários a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social no estado do Maranhão.

“A iniciativa vai cuidar das mães, sobretudo aquelas em fase de gestação, para que elas tenham todo o acompanhamento necessário ao desenvolvimento saudável da criança, que depois também ficará sendo acompanhada. É um programa de combate à pobreza para cuidar das pessoas mais carentes e combater a desigualdade social no nosso estado”, destacou o governador Carlos Brandão, na justificativa da proposição.

A Medida Provisória prevê a criação de uma rede de acolhimento, garantindo um ambiente seguro, com assistência adequada, apoio emocional e acesso à educação e a cuidados de saúde.

Nobel

De acordo com a Mensagem Governamental encaminhada ao Legislativo, este programa é baseado no trabalho de James Heckman, professor emérito de economia da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, e ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2000. Heckman criou métodos científicos para avaliar a eficácia de programas sociais e se dedica aos estudos sobre a primeira infância.

Segundo o economista, a primeira infância, período que vai desde a concepção do bebê até os 6 anos de idade, é uma fase em que o cérebro se desenvolve em velocidade frenética e tem um enorme poder de absorção, por isso, as primeiras impressões e experiências na vida preparam o terreno sobre o qual o conhecimento e as emoções vão se desenvolver mais tarde. “Se essa base for frágil, as chances de sucesso cairão; se ela for sólida, vão disparar na mesma proporção”, segundo o especialista.

Ainda conforme os estudos de Heckman, a probabilidade de a criança vir a ter uma vida saudável se multiplica quando a mãe é disciplinada no período pré-natal. Até os 5 anos, ou mesmo até os 6 anos de idade, a criança aprende em ritmo espantoso, o que é valioso para toda a vida. No entanto, famílias mais pobres não conseguem oferecer as melhores oportunidades de desenvolvimento para os filhos nessa fase da vida. E é nesta lacuna que o programa Casa de Esperanças vai atuar.

Gestão de Zé Francisco reconstrói pontes do Povoado Raposa em tempo recorde, após danos causados pela cheia do Rio Saco em Codó

A gestão do prefeito Dr. Zé Francisco em Codó demonstrou agilidade e compromisso ao reconstruir, em tempo recorde, as duas pontes do Povoado Raposa, que haviam sido levadas pela cheia do Rio Saco devido às fortes chuvas.

As pontes, essenciais para a locomoção dos moradores da região, foram reconstruídas após o nível do rio baixar. A equipe da Secretaria de Infraestrutura, liderada pelo secretário Edinho Freire, trabalhou incansavelmente para realizar as obras o mais rápido possível.

O prefeito Dr. Zé Francisco destacou a importância dessa ação para a comunidade: “A reconstrução das pontes do Povoado Raposa é uma prioridade para nós. Sabemos que essas vias são fundamentais para o acesso dos moradores e o desenvolvimento da região. Estamos comprometidos em garantir a segurança e a mobilidade da população de Codó.”

O secretário de Infraestrutura, Edinho Freire, ressaltou a dedicação da equipe e a gratidão da comunidade: “Nossa equipe trabalhou incansavelmente para reconstruir as pontes e devolver a normalidade à vida dos moradores do Povoado Raposa. Ver a alegria e a gratidão nos rostos das pessoas é muito gratificante. Estamos comprometidos em continuar investindo na infraestrutura do município.”

A rápida reconstrução das pontes do Povoado Raposa demonstra o compromisso da gestão do prefeito Dr. Zé Francisco em atender às necessidades da população e promover o desenvolvimento de Codó. A Prefeitura continua empenhada em realizar melhorias nas áreas afetadas pelas fortes chuvas, visando garantir a segurança e o bem-estar de todos os moradores.